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Tuesday, October 07, 2008

A empresa que produz o Magalhães está a contas com a justiça...

Nós já sabíamos que o Estado é pai para uns, poucos, e padrasto para outros, muitos, mas o que ainda não sabemos, nós, o zé povinho ausente dos meandros do poder, é quem é a mãezinha que alimenta aos "petos" tão acarinhada criança.
Ai, Magalhães, Magalhães!

Friday, August 01, 2008

Magalhães

Português? O Pinóquio diz que sim...

Wednesday, March 26, 2008

O silêncio é de ouro*

«O PSD considerou hoje que o anúncio do ministério da Educação de que as escolas podem contratar técnicos para resolver problemas graves de indisciplina é mais um "sinal de absoluta desorientação do Governo", que surge fora da altura ideal

Vem o PSD clamar que o ME demonstra desorientação ao acenar com a contratação de técnicos para resolver os casos de escolas com indisciplina generalizada (só nestas? e o que se entende por generalizada?). Tem alguma razão o PSD, embora a nuance do politiquês na crítica ao governo acabe por deixar no balde do lixo da politiquice caseira o mais importante. Efectivamente, não é porque esta resposta do governo surge a reboque do caso do vídeo que está fora de tempo - é porque os parcos recursos que existiam no terreno foram desmantelados por esta equipa governativa, e nada foi criado em alternativa. Para quem tenha dúvidas de que o que este governo tem feito é desmantelar estruturas que existiam, ou reduzi-las ao ridículo de fachada inoperante, recordo o exemplo gritante da educação especial, e estamos conversados. Também não é por ter o governo rejeitado uma proposta semelhante do PSD, que perde agora razão na decisão - é porque não preveniu, a tempo, a possibilidade desta opção, agora caída do nada que é o imaginário governamental, e basta uma olhadela ao orçamento para concluirmos da impossibilidade daquilo que o senhor Valter Lemos afirma. É, sim, porque, uma vez mais, a ligeireza com que o governo admite efectuar esta contratação de técnicos demonstra duas coisas: primeiro, que não conhece a situação real no terreno, porque se conhecesse a extensão da mesma saberia que não tem meios para fazer face à dimensão do encargo que isto representa, para ser uma medida séria e eficaz; depois, que a contratação de técnicos supõe estarmos a falar de equipas multidisciplinares, uma por agrupamento escolar, com elementos suficientes, em número e em formação diversificada, e não a contratação avulsa de "técnicos", tarde e a más horas, em número espartilhado pelas restrições orçamentais, que o ME entende deverem condicionar estes recursos. Ora, só pode ser destas medidas avulsas e de remedeio que o senhor Valter Lemos está a falar, a não ser que queira que lhe chame mentiroso. Será néscio, se julga que pode fazer frente a um cancro em fase terminal com uma aspirina - não cura e pouco alivia - mas, infelizmente, os néscios não estão impedidos de serem nomeados para cargos governamentais.
Que os estabelecimentos de educação e de ensino tenham equipas técnicas multidisciplinares para enfrentarem os graves problemas que existem será, de facto, o melhor enquadramento para os conflitos relacionais que se vivem actualmente nas nossas escolas, e constituirão uma parte muito importante de uma nova arquitectura do sistema educativo que, quando estiver totalmente operacional, propiciará a existência de uma nova Escola, espaço privilegiado para a troca de saberes e de experiências, a partir de novas abordagens educativas, novas competências profissionais dos docentes, novas ferramentas de enquadramento social e cultural e, sobretudo, maior responsabilização de todos e de cada um. Só então teremos uma resposta adequada às emergentes e mutantes necessidades do novo tipo de aluno que as novas sociedades, abertas e informadas, criaram, aluno cada vez mais desconhecedor e distante do paradigma da relação familiar e social que conhecíamos.
Mas chegar a este patamar é aquilo em que o senhor Valter Lemos não pensa, não quer e não pode pensar. Porquê? Primeiro, porque de Escola sabe pouco, e de Educação sabe nada; depois, porque não está secretário de Estado para outra finalidade que, para além do proveito próprio, não seja melhorar os indicadores estatísticos da educação portuguesa com reengenharia laboratorial assistida, de caminho canalizar o orçamento do ME para as «melhorias» imediatamente visíveis, de preferência as que dão contrapartidas eleitorais, e outras, e, finalmente, embrulhar a acção do ME no celofane da propaganda governamental. Ao que o senhor Valter Lemos diz eu não chamaria desorientação, como faz o PSD, mas admito que a cortesia da oposição parlamentar imponha a este partido alguma contenção verbal. Até porque tem telhados de vidro...

* Valter Lemos deveria sabê-lo

Saturday, January 26, 2008

PGR abre inquérito à corrupção no Estado

Mais uma brincadeirinha! É só para, no fim, sairem todos bem na fotografia!

Thursday, January 10, 2008

SIADAP 2008

O novo SIADAP entrou em vigor com a publicação da Lei nº 66-B/2007, de 28 de Dezembro, que introduz diferenças significativas no sistema de avaliação, sobretudo ao nível da avaliação dos serviços da AP e dos dirigentes superiores de 1º e 2º nível. Ao que parece, e apesar de as alterações agora contempladas na lei estarem há muito anunciadas, parece que vai por aí um histerismo assinalável entre os dirigentes máximos de alguns serviços, pouco dados a respeitarem a obrigatoriedade do sistema de avaliação dos funcionários, e muito menos habituados a verem-se avaliados e aos serviços que dirigem (?). Tanta histeria corre, que parece estar a delinear-se uma derroga das passagens sensíveis do diploma.
Bem prega Frei Tomás!

SIADAP 2007

Começa a perceber-se que uma parte significativa dos organismos públicos não aplicará o sistema de avaliação em vigor, relativamente ao passado ano de 2007. Na prática, isto significa que milhares de funcionários não serão avaliados, desconhecendo-se quais poderão ser as consequências, presentes e futuras. Ora, este laxismo dos actuais dirigentes máximos, devidamente acobertados pelos respectivos governantes, deixa toda a discursama do rigor, da qualidade e da responsabilidade no sítio em que devemos procurá-la, quando vinda deste governo - no esgoto!

Monday, December 10, 2007

Violência nas escolas*

Como sempre, a ministra desvaloriza os números, amarrota-os na irrelevância da parte face ao todo, rejubila com a fabricada diminuição (?) de incidências, passa à frente. No terreno, fica o dia-a-dia amargurado de milhares de professores sujeitos à humilhação diária da desobediência, do insulto, da ameaça verbal, da agressão física. Para além dos militares e das forças policiais e militarizadas, dos seguranças profissionais e dos mafiosos encartados, que outros profissionais além dos professores enfrentam o dia de trabalho com risco real da própria segurança física? Enquanto não houver uma corajosa resposta a esta pergunta, não me venham com tretas de avaliação dos professores.
* ou de como 300 casos em 2007 são 300 razões para pedir contas ao governo.

Thursday, December 06, 2007

Dupond e Dupont

Gostei de ver Ângelo Correia no frente-a-frente com Luís Fazenda. E gostei, porque o representante do BE, engolidos os escrúpulos e a vergonha às colheradas empurradas por Sá Fernandes, deu a mão, o pé, e sabe-se lá mais o quê, a António Costa, para tentar justificar a negociata dos 500 milhões. Mas gostei, sobretudo, por constatar que o veterano político do PSD consegue ser tão contorcionista, palavroso e vazio como o governo Sócrates. Acenda-se, pois, a réstia de esperança que os bonzos do PS clamam faltar à lusa gente, agastados que estão com o rumo que o nosso Primeiro engenheiro (?) anda a dar a esta desgraçada nação, mas sem coragem para dizer que esperança é o melhor eufemismo que conseguem arranjar, quando pensam no que nos falta. E como a prestação televisiva do ajudante de Menezes deixou claro, não foi apenas para tratar dos negócios que se afastou da política, pois ficou evidente que só quando esta atingiu o ponto certo de trampolinice e opacidade é que o insigne empresário, qual valente rabejador, saiu a ajudar à lide de cernelha do autarca de Gaia. Sócrates que se cuide, que já temos politiqueiros para a troca, e ao povo pode apetecer mudar as moscas, sabendo que o resto fica igualzinho.

Wednesday, December 05, 2007

E por falar no Eurostat...

É certo que se enganou na taxa de desemprego - imperdoável! - mas a correcção do engano não nos colocou em melhor posição do que aquele honroso terceiro lugar a contar do fim da lista dos 27 parceiros europeus! A Eslováquia e a Polónia conseguem vencer-nos na corrida ao fim da lista dos que fazem do desemprego um objectivo a alcançar, mas com mais um esforçozinho e chegamos lá! Ai chegamos, chegamos.

Tuesday, October 30, 2007

As razões que dão (?) razão ao governo!

O estudo coordenado por Roberto Carneiro diz-nos que 300 portugueses na casa dos trinta anos consideram que os serviços públicos funcionam pior do que o sector privado e que pretendem mais eficiência na administração, com menores gastos. O ministro Teixeira dos Santos rejubilou logo com as conclusões do estudo, mas será que olhou bem para a ficha técnica? Ou bastou-lhe o nome famoso do ex-ministro da educação, aliado à coincidência da “opinião popular” com a prioridade dada pelo governo ao corte de funcionários públicos?
E pensar que são estudos como estes que custam 190 milhões de euros aos contribuintes!

Tuesday, July 24, 2007

A propósito do post anterior...

...digam-me cá: se este nome - João Manuel Marmeleiro Nunes Gonçalves da Rosa - estivesse numa das célebres listinhas do CDS/PP, não diriam que era inventado?
Pois é, só Marmeleira quem pode!

Wednesday, July 18, 2007

SIADAP 2007...

... à conta da dança das cadeiras ao serviço das clientelas, o fiasco é ainda pior do que o do SIADAP 2006. Entretanto, o governo muda as regras, na esperança de melhorar a performance, mas teme-se que este campeonato esteja perdido.

Thursday, June 28, 2007

O jardim da Celeste

Para aqueles que chamam lunáticos a todos os que sentem claustrofobia com este governo autoritário, este episódio deveria bastar para lhes fazer ver que estes tiques pidescos não são um sintoma de um mal ligeiro, mas o diagnóstico de um cancro galopante, que está a minar a sociedade portuguesa.
O caso Charrua foi o que se soube, bem podia ele berrar que não disse o que dizem que disse, que nada remediou. Lamentámos todos um bocado, ah e tal, escreveram-se umas frases inflamadas, deram-se umas palmadinhas nas costas do homem, mas, passou, já esqueceu e ficámos todos a fazer de conta que a coisa não era aquilo que era. Agora, este caso, mas, agora não é o dizes tu/digo eu, porque havia um cartaz, helas! a prova material do "crime". Seria muito recomendável que o tal cartaz fosse amplamente divulgado pelo governo, não como prova da "razão" do ministro, mas para começarmos a perceber a diferença entre o que é jocoso para nós, mas não o é para o governo. Já que são lobos, que lhes vistam a pele e tenham a coragem de nos exigir sermos cordeirinhos mansos e mudos, se não ... Razão tinha o outro, quando avisava que quem se mete com..., leva!
Cá por mim, daqui em diante é só ver um membro do governo no horizonte e aí me têm em sentido! Heil!
Schiu!.....

Sunday, June 24, 2007

Os escribas cegos


Em meia dúzia de palavras certeiras, o We Have Kaos in the Garden, sintetiza assim o que a UE dos grandes espera da presidência sócretina da UE:
Nem mais! O resto, é a megalomania destes governantes de pacotilha, muito bem emparelhada pela subserviência pacóvia do PSD.
Nota: já depois de escrever isto, vejo a reacção do PSD a uma possível fuga a um referendo ao tratado; dou-lhe, para já, o benefício da dúvida.

Thursday, June 21, 2007

O dito por não dito

Quem passa, com frequência, uma olhadela pelas notícias nacionais, apercebe-se, quase diariamente, de decisões anunciadas pelo governo, mas logo a seguir desmentidas, para calar a contestação que, entretanto, o anúncio produzira. Sob pressão, do governo chegam desmentidos indignados, recuos estratégicos, arrependimentos assumidos, mudanças de rumo clandestinas, paragens para reflexão, enfim, sinais vários de que o governo pára, para calar a contestação e acalmar os ânimos, mas, também, e, para mim, o mais preocupante, porque governa à vista, sem uma linha de rumo, que decide sem convicção, sem a adequada preparação técnica e sem seriedade política.Quase se diria estarmos no fim do ciclo político, não fossem as imagens virtuais com que a propaganda nos vende o mito da liderança eficaz e bem sucedida de Sócrates.

Wednesday, June 13, 2007

Sócrates - a fase da desconfiança

Exemplos? Há vários, em quase todas as actividades governativas, que envolvem explicações do Primeiro-ministro, ignoradas estas, ou por carneirismo partidário, ou por conformismo à inevitabilidade desta personagem da maioria absoluta. Para além deste desgaste contínuo, perceptível para além da blogosfera, dois casos relevam dos restantes. Um, as trapalhadas do curso, em que as explicações de Sócrates foram desvalorizadas, por amigos e adversários, com o argumento de que ter, ou não ter o curso, não é imprescindível para ser Primeiro-ministro. Confiança nas "provas" apresentadas? Nenhuma. Outro, o mais recente, o "recuo" na decisão da OTA. Nem nos blogues, nem na imprensa, muito menos na rua, se acredita que este "recuo" seja outra coisa que não oportunismo político, cinismo eleitoralista e falta de seriedade governativa. Como resiste um Primeiro-ministro a tão baixos níveis de confiança? Por inexistência de alternativa? É trágico, que assim seja. Mas, se a esse problema acrescentarmos o perfil de Sócrates, a voracidade do PS, e uma conjuntura mundial aparentemente favorável à emergência de autoritarismos, esta falta de confiança na liderança que temos pode tornar-se um perigo para o regime democrático.

Monday, June 11, 2007

O espantoso "recuo" do governo sobre a OTA

Acontece é que António Costa estava a sentir os efeitos da decisão do governo, da qual dificilmente conseguia descolar, e, para o PS, a prioridade é ganhar Lisboa! Depois, com o Costa dono do Castelo, o projecto pessoal de Mário Lino e de uns quantos bons rapazes do Largo do Rato emergirá, qual fénix renascida, das profundezas dos estudos encomendados a you know who! Entretanto, fez-se de conta que se acatou a presidencial sugestão, salva-se a face a Belém e a cooperação estratégica. Assegura-se ainda uma presidência da UE livre dos debates otários, e tranquilizam-se os autarcas da margem sul, para a "fotografia" europeia! Engolir estas patranhas como o fez Marques Mendes não é ingenuidade, é conivência! Haja tino.

Disse o Presidente Cavaco Silva

«Não me resigno aos fracos níveis de crescimento económico, ao abandono escolar preocupante, à pobreza e exclusão social de tantas famílias, à escassa dimensão das componentes científica e tecnológica do aparelho produtivo». Pergunto eu - e entende o Senhor Presidente que o governo está a trabalhar no sentido de dar resposta às suas preocupações? Seria bom que nos desse um claro sinal sobre aquilo que pensa, porque o governo usa a propaganda oficial para nos fazer crer que o que está a fazer corresponde, por inteiro, ao que o Presidente deseja. E é mentira!