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Tuesday, November 11, 2008

Avaliação de professores

O autismo da ministra da educação só tem paralelo na incapacidade de professores e sindicatos explicarem à nação porque é insustentável manter este sistema de avaliação.
Entre a surdez da ministra para o que é necessário mudar, e o mutismo dos professores quanto à alternativa adequada, degrada-se, ainda mais, o já irrecuperável sistema educativo nacional.
Solução possível? Nenhuma, por mais razoável que seja, pode passar já por esta ministra. A cegueira, a teimosia e o profundo desprezo de Maria de Lurdes Rodrigues pelos professores deu no que deu. E não há Magalhães que lhe valha.

Friday, July 11, 2008

Sucesso a Matemática sobe nas estatísticas

Que a senhora ministra da educação é perita em produzir indicadores estatísticos convenientes, já se sabia. Que também fazia milagres, ficámos agora a saber. Os alunos agradecem, o país curva-se a tão distinto mérito. A qualidade dos exames é apenas um pormenor, que não nos deve distrair do bem maior, que é este estrondoso sucesso do governo.

Monday, December 10, 2007

Violência nas escolas*

Como sempre, a ministra desvaloriza os números, amarrota-os na irrelevância da parte face ao todo, rejubila com a fabricada diminuição (?) de incidências, passa à frente. No terreno, fica o dia-a-dia amargurado de milhares de professores sujeitos à humilhação diária da desobediência, do insulto, da ameaça verbal, da agressão física. Para além dos militares e das forças policiais e militarizadas, dos seguranças profissionais e dos mafiosos encartados, que outros profissionais além dos professores enfrentam o dia de trabalho com risco real da própria segurança física? Enquanto não houver uma corajosa resposta a esta pergunta, não me venham com tretas de avaliação dos professores.
* ou de como 300 casos em 2007 são 300 razões para pedir contas ao governo.

Monday, July 23, 2007

Concordo, há que começar por algum lado, mas...

A ministra da educação, a morder os calcanhares de Sócrates, anunciou o rumo, decidido, da educação tecnológica. Gostei de saber que cada aula terá o seu computador, a sua impressora e o seu projector, porque estes meios podem promover um salto qualitativo na aprendizagem dos alunos. É inquestionável, e a medida tem o meu apoio, de princípio. Mas gostaria também de ter sabido como vão ser resolvidas as questõezinhas mesquinhas, que são o pesado quotidiano das escolas, e que podem deitar a perder tão boas intenções do governo. Por exemplo: e como vai ser assegurada a manutenção de tanta maquinaria, a sofrer horrores diários nas mãozinhas descuidadas dos vândalozinhos que pululam pelas nossas escolas? E dinheiro para o toner e para o papel? E alguém pensou que este sistema de um computador por sala não se conjuga muito bem com a mobilidade das turmas a cada tempo de aula? E, finalmente, como resolvem o caso dos docentes que nem são capazes de ligar e desligar um computador? Ah, bom, esquecia-me, para estes há a mobilidade especial!
Que estas e outras questões de logística sejam acauteladas, ou vai-se gastar dinheiro para nada!