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Monday, September 27, 2010

Mau passo


Quando o líder da oposição, e possível próximo primeiro-ministro, diz: "Não haverá outra ocasião no futuro em que o líder do PSD volte a conversar com o primeiro-ministro sem que existam outras pessoas que possam testemunhar a conversa.", o nível do diálogo institucional já bateu no fundo. Por muita razão que tenha para afirmar isto, e não duvido que a tenha, Passos Coelho não poderia tê-lo feito publicamente, sem sofrer a sua quota parte das consequências de tamanha inconveniência. Falta de sentido do cargo a que aspira, será o mais suave comentário a que poderá ter direito.

Wednesday, December 09, 2009

Acção Social Escolar paga o computador Magalhães


Parece que o ex-ministro Mário Lino foi buscar 180 milhões à Acção Social Escolar para pagar o computador Magalhães. Surpresa? Porquê? O "artista" era um governante socialista português e, ao que parece, estava suficientemente resguardado em despacho oportuno, que permitiria a inovadora medida de apoio social.
Para quando um categórico JAMÉ popular a esta troupe de saltimbancos políticos?

Novas Oportunidades - o rei, finalmente, vai nu!

Quando o Programa surgiu, devidamente enfeitado pelo carro de propaganda do governo Sócrates da maioria absoluta, "puxado" por um conjunto de "celebridades" de duvidosa isenção e ainda mais duvidoso discernimento na matéria, fui dos que desconfiou da valia e bondade de tão pouco pensada e ainda menos estruturada medida. Tresandava a mesma a efeito fácil e rápido, para cumprir mínimos estatísticos em Bruxelas e "encher o olho" aos pacóvios da terrinha. Mas, como nisto de formação, por aqui se acredita que (quase) toda a que vem é útil, lá se deu o benefício da dúvida, mas, coitado, este meu exercício de tolerância e expectativa foi rapidamente morto pela prática que se instalou no terreno.
Tendo tido contacto muito próximo com o projecto, através de pessoas que a ele deram o seu melhor, pessoas que, profissional e pessoalmente, muito respeito e prezo, depressa pude concluir que, efectivamente, na maioria dos casos as Novas Oportunidades não levantaram voo de práticas de oportunismo voraz, quer por parte das entidades formadoras que se constituiram para o efeito, quer por parte dos beneficiários deste "subsídio de reinserção educativa", distribuído à velocidade dos apetites numéricos dos inquilinos do ME, e embrulhado nas manifestações exteriores do sucesso exigido pelas agências de propaganda do governo. Dada a eficaz capacidade destas agências em tornarem opaca a realidade do Portugal socrático, não surpreendeu que pouco se tenha dito e escrito sobre o desperdício de dinheiros públicos que as Novas Oportunidades representam, quando analisado o real resultado do projecto para a formação de milhares de potenciais trabalhadores portugueses, resultado muito distante da promessa com que se enfeitara o mesmo, e que se pode resumir assim - é este upgrade educativo o passo de mágica para formar cidadãos mais cultos, mais capazes de intervir profissionalmente no tecido social português (e, quiçá, europeu), degrau quase directo para o patamar dos melhores empregos, maiores rendimentos profissionais e, cereja em cima do bolo, a porta de saída segura das malhas do desemprego.
Convém dizer aos mais crédulos que pouco importarão os relatórios de grupos de "peritos" nomeados para a "avaliação" do projecto, os quais serão, decerto, suficientemente suaves para que não tresande a porcaria do fundo deste pântano, ou não fosse cauteloso prevenir futuras estadas na 5 de Outubro, para já não dizer que seria desconfortável acordar memórias de passados pouco produtivos nesses corredores do poder. Queremos saber o que valem as Novas Oportunidades? Fale-se com empregadores, e eles riem-se na nossa cara do saber e do saber-fazer destes diplomados de aviário. Desconte-se a satisfação (legítima, porque terna e caridosa) das Marias e Manéis deste país, finalmente possuidores de "grau" de escolaridade, mas incapazes de soletrarem as notícias de rodapé nos telejornais que lhes contam as maravilhas do governo daquele senhor que tão bem sabe como é importante ter um diplomazinho, e temos uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma. Finalmente, Medina Carreira vem chamar os nomes à coisa, com o desassombro que lhe conhecemos: "[O programa] Novas Oportunidades é uma trafulhice de A a Z, é uma aldrabice. Eles [os alunos] não sabem nada, nada", (...) "fazem um papel, entregam ao professor e vão-se embora. E ao fim do ano, entregam-lhe um papel a dizer que têm o nono ano [de escolaridade]. Isto é tudo uma mentira, enquanto formos governados por mentirosos e incompetentes este país não tem solução". Pois não tem, não, enquanto responsabilidades e decisões de futuro forem repartidas entre conivências e conveniências dos habituais actores desta tragicomédia que é a governação em Portugal de Abril.

Friday, November 13, 2009

Sócrates mentiu ao Parlamento? Pode lá ser!?

De acordo com o SOL, «As escutas do processo ‘Face Oculta’ provam que o primeiro-ministro faltou deliberadamente à verdade quando disse no Parlamento que desconhecia o negócio da compra da TVI pela PT». De acordo com as declarações do próprio primeiro-ministro na AR, o seu desconhecimento do assunto era completo a 24 de Julho, mas, na interpretação que o jornal faz da cronologia dos factos que reporta, as conversas com Vara, em Março, provam que Sócrates mentiu.
No desconhecimento do exacto teor da conversa com Vara, que (e)leitor poderá, com estes factos, aceitar que Sócrates mentiu? Mais simples é acreditar que ele lança búzios, lê a palma das mãos, ou interpreta os astros e tem, por isso, capacidades de previsão do futuro! E que, como qualquer mortal, esquece conversas irrelevantes com os amigalhaços, pobre homem. Francamente, jornal SOL, tanto barulho por nada?

Friday, October 23, 2009

Novo Governo - grandes escolhas (III)

Para apanhar os cacos da sua antecessora, só mesmo uma mulher de mão alçada e vestes de cordeiro...arménio! Entra na casa assombrada, sairá da casa em ruínas. No pasa nada.

Novo Governo - grandes escolhas (II)

Quem melhor do que uma pianista para tocar em bemol as notas soltas que o velho escritor desbocado vai cuspindo por aí?

Novo Governo - grandes escolhas (I)


Nada melhor do que um ministro "malhador" para defender a honra tuga das ofensas da diva Maitê! Finalmente, podemos dormir descansados.
(e terminada a campanha do Brasil, sempre se pode entreter a malhar nos submarinos do Portas e a manter os canhões bem direccionados a Belém, pois claro)

Wednesday, September 30, 2009

Tudo bons rapazes


O outro bem avisou: "Quem se mete com o PS leva"!
Crescentemente impunes nas mais escuras manobras que caracterizam a sua acção política, nem Belém escapou à sua sede de poder absoluto.
Triste, triste, não é constatar que não se perfila no horizonte o fim deste estilo hardcore de fazer política. É perceber que só se acabará com o mal usando as mesmas armas. É pena.

Tuesday, October 07, 2008

a União Europeia não vai permitir que nenhum "banco com impacto significativo no sistema financeiro falhe"...

... diz o ministro Teixeira dos Santos.
Regista-se o dinamismo da subtileza - das garantias absolutas iniciais, passamos ao pormenor do impacto significativo. E este é, concretamente, o quê? E mede-se como? Pormenores, ínfimos.
Bastou um agitar do esterco, e os porcos mais iguais do que os outros começam a sobressair no chiqueiro!

Thursday, July 31, 2008

O Pico

Colaboração e estratégia. A segunda acaba de dar um forte safanão na primeira. Sob o simbolismo telúrico das ilhas encantadas.

Friday, July 11, 2008

Estado da Nação. Que Nação?

É no Parlamento que Sócrates solta o animal feroz que tem em si. Observe-se a pose e a face, a raiva e o desprezo, o enfado da personagem.
Quanto à substância do discurso, tudo se resumiu ao anúncio da abertura da caça ao voto. O resto é conversa fiada. Apagados os holofotes, todos regressaram a casa com o sentido do dever cumprido. Como sempre, no circo da política.
O povo é que paga.
A bem da Nação!


Wednesday, April 02, 2008

Venda nos olhos

Albino Almeida, o sinistro "pagem" da ministra, ou não fosse esta quem lhe paga as mordomias, vem, como é seu hábito, fazer o trabalho sujo ao ME - neste caso, lançar para a opinião pública casos de maus-tratos de professores sobre alunos, como manobra-travão das denúncias de violência sobre professores, que irromperam pela comunicação social a reboque do vídeo do telemóvel.
É absolutamente inadmissível qualquer situação de violência nas escolas, seja de professores sobre alunos, seja destes sobre professores (infelizmente bem mais frequentes, nos tempos que correm), mas estas movimentações de Albino Almeida tresandam a rasteiro manobrismo político do governo, useiro e vezeiro neste tipo de gestão da informação. Albino Almeida não surpreende, o governo também não. No eixo Belém-São Bento, a pressão sobre Pinto Monteiro parece mais do que simples invenção dos desiludidos com o papel tutelar do PR.

Monday, March 17, 2008

Piercings e tento na língua

O procedimento recente do governo (leia-se: PS) na questão dos piercings é exemplar de toda a sua acção (leia-se: acção do PS). Embalado pela sua sede controladora (e, sabe-se lá, por que obscura outra razão), decidiu o governo (leia-se: PS), e anunciou-o com a habitual estridência, a proibição a menores (leia-se: também a menores) da aplicação de piercings, tatuagens e outros adornos corporais, que representam traumatismo físico inicial, risco para a saúde e deixam marcas permanentes, ou dificilmente reversíveis. Instaurada a resistência dos utentes e dos fornecedores de serviços, bem acompanhados pelo coro dos que já não conseguem calar-se perante os sucessivos ataques deste governo às mais triviais liberdades individuais, vem agora o governo (leia-se: JS) "flexibilizar" a pomposa decisão, deixando ao critério das famílias a palavra final sobre os adereços radicais dos seus rebentos.
Ora, se era para "flexibilizar", para quê ter entrado a matar nesta questão? Exigia-se a autorização parental para os actos dos menores, regulava-se a actividade dos profissionais, fiscalizava-se a mesma, tudo bem servido por uma boa campanha sobre os riscos para a saúde, educação sanitária e aconselhamento, e pronto. Será que o ruído era necessário para abafar algum favorecimento a fornecedores de tais serviços, ou é apenas Sócrates que se anda a fazer ao cognome de O Flexível?
Nota: corrigido, a rogo de algumas boas almas. Fica melhor assim?

Thursday, March 13, 2008

Trampolineiro (1)

Sócrates, por ele próprio.

Monday, March 10, 2008

Manifestação dos professores

Como se calculava, em termos de resultados a montanha pariu um rato. Os cem mil professores que se indignaram pelas ruas da capital valem zero para Sócrates. Talvez tenha razão, porque a indignação não deve chegar às urnas, que lhe ditarão de novo o aconchego das alcatifas de São Bento, em 2009.
Para as escolas a semana começa com uma certeza - a ministra fica ministra, e reforçada pelo volume da hostilidade da rua. Maria de Lurdes Rodrigues está hoje feliz. Para os professores nada ficou igual - ficou pior.

Thursday, February 28, 2008

Avaliação e prémios de desempenho

Esta notícia poderá ser ligeira, recomendando-se uma leitura da Lei nº12-A/2008, de 27 de Fevereiro, mas é suficiente para perceber o prejuízo causado aos funcionários pelos dirigentes de serviços que, por puro desleixo, não se dignaram avaliar o pessoal, nos termos do SIADAP 2007. Desleixo em que persistem, nada tendo feito até agora, para que em 2008 se cumpram as etapas do processo de avaliação, de acordo com as novas regras do SIADAP 2008. E tudo segue, alegremente, sem consequências para os faltosos. Assim vai o rigor na administração, tão propagandeado por Sócrates, e tão longe da realidade!

Tuesday, February 19, 2008

A entrevista de José Sócrates

Surpreendi-me ao gostar, bastante, da entrevista do Primeiro-ministro. Parece mentira, mas é assim mesmo: gostei. E porquê? Porque começa a tornar-se difícil, até para os tratadores de imagem, esconderem o gato* que se oculta por baixo de tão convencida lebre. E a desmontagem de Sócrates é fundamental, para que possamos pôr fim à encenação gigantesca que é o governo que lidera.
Quem poderá não se ter chocado ao constatar como a alegórica personagem que, naqueles longos minutos que a televisão lhe dedicou, deixou de tal modo evidente, tanto a vacuidade do seu pensamento político, como o estado manso do seu progressivo alheamento do país real, transfigurado este à medida da sua doentia dimensão de provinciano autoritarismo e despótica presunção?
Sócrates já não consegue esconder que é nada, para além da pose, da arrogância e do autismo "imperial", com que se construiu. Ontem, depois de um dia a sermos confrontados com imagens terríveis, e infelizmente reais, de um país em que basta uma chuva forte para a tragédia se multiplicar, resultou chocante ver como na entrevista ao serão ficou brutalmente exposta a imaterialidade desse José Sócrates, construído do nada, qual boneco insuflável a esvaziar-se perante os nossos olhos, mortalmente ferido pelo palavroso disfarce da iniquidade da acção e da insignificância do pensamento. Para quem ainda não queria acreditar que José Sócrates só existe na cobardia da nossa passividade acomodada, a verdade pode ter sido brutal, mas apenas neste percurso de realismo e verdade poderemos iniciar o combate pelo que este país procura, e a situação actual requer.

* gato=mamífero carnívoro, da família dos Felídeos, existente no estado selvagem, mas também em muitas espécies e raças domesticadas; não confundir com o sentido usado no português do Brasil: gato=homem considerado atraente.

Thursday, February 07, 2008

Famílias de acolhimento*

Num país com um número relevante de abuso de menores, em que, infelizmente, a maioria dos casos é da responsabilidade dos familiares mais chegados, não parece sensato o governo querer livrar-se, no tempo breve, porque lhe é mais conveniente, do encargo com cerca de doze mil crianças institucionalizadas, entregando-as a famílias de acolhimento. Não apenas o prazo de um ano é curtíssimo para que a selecção das ditas famílias de acolhimento seja rigorosamente criteriosa e de uma exigência blindada a qualquer tipo de erros de apreciação, como não estão montadas, nem estarão, nesse prazo, todas as estruturas que seriam necessárias para um eficaz acompanhamento e uma rigorosa e sistemática fiscalização, elementos essenciais ao sucesso de um processo desta dimensão social. Uma vez mais, o que o governo quer fazer vender como uma boa medida mais não é do que a resolução ligeira e precipitada de uma situação que incomoda todos nós, mas que requer, para a sua correcta resolução, determinação na acção, mas também ponderação, cautela, avaliação e, sobretudo, serenidade na decisão. Nada disto se faz com a pressa que o governo demonstra ter, a reboque dos seus interesses e compromissos eleitorais.
* ma non troppo

Saturday, January 26, 2008

Professores ao poder!

"Os professores são os profissionais em quem os portugueses mais confiam e também aqueles a quem confiariam mais poder no país, segundo uma sondagem mundial efectuada pela Gallup para o Fórum Económico Mundial (WEF).Os professores merecem a confiança de 42 por cento dos portugueses, muito acima dos 24 por cento que confiam nos líderes militares e da polícia, dos 20 por cento que dão a sua confiança aos jornalistas e dos 18 por cento que acreditam nos líderes religiosos."

Quando a li pela primeira vez, a conclusão desta sondagem surpreendeu-me. Depois de quase três anos de permanente desgaste da imagem dos professores, tenaz e habilmente conduzida pelo governo, através da sua mulher de mão na 5 de Outubro; depois do descrédito a que o ensino superior tem estado sujeito, tristemente evidenciado em demasiados casos mediáticos, dos quais o abafado caso da licenciatura do Primeiro-ministro será o exemplo mais vergonhoso; depois de variados episódios tristes relacionados com a avaliação dos nossos alunos, bem como dos inúmeros relatórios internacionais que põem em causa o saber dos portugueses que saem das escolas e universidades nacionais, os portugueses dão a sua maior confiança aos professores? Como é possível? Ocorreu-me, então, talvez por não conseguir encontrar para esta escolha outra razão, uma má razão - e se são as medidas que o governo tem aplicado para agrilhoar a classe docente, submeter escolas e domar universidades, que funcionaram como garante de que não têm os professores outro remédio, que não seja andarem na linha, e, daí, a confiança dos portugueses para lhes darem mais poder, sabendo que este estará, por sua vez, tutelado pela mão que empunha o chicote? É uma razão enviesada, bem sei, mas não esqueçamos que aos portugueses uma boa dose de limitação dos direitos, liberdades e garantias cai-lhes bem. Veja-se o Portugal socrático, em que o timoneiro autoritário que faz o que quer e ainda se ri de nós, continua sem cair nas intenções de voto! Triste fado!

Thursday, January 10, 2008

Ética? ÉTICA? Ora vá V.Exa....



...lavar a boquinha. Então não sabe que é feio dizer palavrões?