Tuesday, November 10, 2009

O supremo considerou nulas as escutas a Sócrates

O azar continua a perseguir o rapaz. Consideradas nulas, as escutas às conversas com o amigalhaço Vara serão, muito provavelmente, apagadas, se for seguido o procedimento usual. E assim, com esta decisão, fica Sócrates sem a possibilidade de usar tão preciosos instrumentos para provar a tout le monde o quão limpas estão as suas inocentes mãos em todo o sucateiro negócio com que querem salpicar o governo a que preside. O facto de nessas escutas se terem tratado negócios "menores", como o caso Prisa/TVI , por exemplo, já não preocupa ninguém. Afinal, é apenas a aplicação da regra de ouro da comunicação social: a notícia de hoje embrulha o lixo de amanhã. E facto é que o "caso TVI" já deu o que tinha a dar. Basta ver como passaram a ser "tratadas" as notícias.

Saturday, November 07, 2009

O azarado

Como muitos outros, sempre considerei Sócrates um espertalhaço cheio de sorte. Convenhamos que, visto com ligeireza, não é qualquer um nascido nas berças, com um entorno familiar pouco propício e sem possuir particulares aptidões para sobressair, fosse pelo saber ou pela inteligência excepcional, repito, não é um Zé qualquer que faz o percurso político e o enriquecimento acelerado de que Sócrates se pode gabar. O que se pode concluir perante tamanha façanha? Não se pode levar a mal que nos possamos socorrer da "teoria geral" para tentar explicar o fenómeno: se a esperteza saloia e a leveza de escrúpulos são, sabe-se, a melhor "enxada" para os fura-vidas do estatuto atingirem o pódio das suas aspirações, só resta a sorte para alavancar os percursos mais "distintos".
Só que agora, vistas bem as coisas, e já são tantas, percebo finalmente que não é sorte, é azar mesmo, o que persegue o nosso impoluto primeiro-ministro. Ele foi o caso da licenciatura, e poucos se podem gabar de possuir uma que tresande tanto; ele foram as casas manhosas que lhe sairam da ponta do lápis, ao que parece em consequência de embrulhada profissional mal explicada; ele é o Freeport, que só não anda porque, sabe-se lá se por influência de alguma fada bondosa, desanda tudo em que o azar mergulha o arrogante primeiro-ministro; ele são as luxuosas casas, dele e da senhora sua mãe, bons negócios, que de tão bons só mesmo um azarado se mete neles, e se sai bem; ele são uns primos, mais uns familiares que, talvez por falta de imaginação, lhe fazem a cama, pedindo benesses em nome de tão azarado parente; ele são os amigos do peito, que se deixam enlear em azaradas negociatas sucateiras, salpicando o amigo e confidente com a "ferrugem" dos milhares de euros distribuídos à conta de "óleo" para os travões das burocracias. Tantos casos, bem bicudos, e, só pode ser azar, vão todos dar à infeliz vítima destas sucessivas campanhas negras!
Vá lá, numa coisa Sócrates tem tido sorte: por mais que as esconsas vielas destas maldosas cabalas levem a ele, e qual herói dos comics tradicionais, delas sai sempre ileso e impoluto. Caramba, um homem também tem que ter uma estrelinha de sorte, no meio de tanto azar!

Friday, October 30, 2009

E Marcelo vai cair na ratoeira? Hum, não me parece!


Arrumado o menino guerreiro, arquivada MFL na pasta do dever cumprido sem sucesso, "enterrados" os que experimentaram e fracassaram a liderança, a "hierarquia" do PSD prepara-se para se desfazer da ameaça que o Professor representa. Tê-lo solto, com palco e à espreita de Belém é o que menos interessa ao baronato da São Caetano.
Com o tempo que tem pela frente, percebe-se o papel de Rangel no meio de tudo isto, mas será que consegue cavalgar a vaga, ou acabará estatelado? A ver vamos, mas começam a fazer sentido aqueles que juram existir uma agenda oculta de Cavaco!

Armando Vara - só me surpreende a surpresa de alguns "ingénuos"

Correio da Manhã

Thursday, October 29, 2009

Os ajudantes da nova ministra da educação

Para os contentinhos com a saída de Maria de Lurdes Rodrigues do ME (e não se contesta que essa saída era absolutamente inevitável), o balde de água morna que a escolha da autora de livros juvenis para a substituir representou gelou rapidamente com a nomeação dos dois ajudantes que Sócrates lhe arranjou.
João da Mata é o homem de mão de Maria de Lurdes Rodrigues desde os velhinhos tempos do OCES, de onde saltou promovido a gente com a também promovida chefe. Daí a director geral das estatísticas do ME foi um sopro, ou não lhe fossem reconhecidos prestimosos serviços como cão de fila da senhora. Conhecem-se os "dinâmicos" contornos da dedicação aos números da educação que a cinzenta personagem personificou no consulado da agora "defunta" ministra, a ele se devendo a imaginativa engenharia do sucesso das políticas socráticas para o sector, para só se falar no mais público.
Alexandre Ventura, por seu lado, foi o pressuroso responsável pela cobertura institucional das estruturas "independentes" do ME à encenação do sucesso das políticas educativas de Maria de Lurdes Rodrigues, sucesso tão imaginativamente criado e exposto às massas pelo agora colega de equipa.
Tudo bons rapazes, como se comprova, pelo que não é preciso ser bruxo para perceber que, no que à educação diz respeito, vai valer tudo, para ficar tudo cada vez mais na mesma.
E viva o PS, e os seus governos!

Friday, October 23, 2009

Novo Governo - grandes escolhas (III)

Para apanhar os cacos da sua antecessora, só mesmo uma mulher de mão alçada e vestes de cordeiro...arménio! Entra na casa assombrada, sairá da casa em ruínas. No pasa nada.

Novo Governo - grandes escolhas (II)

Quem melhor do que uma pianista para tocar em bemol as notas soltas que o velho escritor desbocado vai cuspindo por aí?

Novo Governo - grandes escolhas (I)


Nada melhor do que um ministro "malhador" para defender a honra tuga das ofensas da diva Maitê! Finalmente, podemos dormir descansados.
(e terminada a campanha do Brasil, sempre se pode entreter a malhar nos submarinos do Portas e a manter os canhões bem direccionados a Belém, pois claro)