A grotesca decadência de Art Sullivan, um cantor delicodoce e ídolo juvenil em França, na década de 70 do século passado, fica tristemente evidenciada nas suas (re)aparições surreais e posters promocionais, em que, com ar e tiques de adolescente serôdio, e fio de voz tremente, se leva a sério, enquanto cantante de charme. A sua figura patética representa bem o que é a França, hoje. Só pose e falsa imagem, alimentadas por um cruel corte com a realidade, e uma total ignorância da efectiva importância que ainda têm. A ele, resta-lhe uma misericordiosa reforma, à França, uma sábia reformulação do seu papel no mundo. Contudo, não creio que, qualquer dos dois, tenha a lucidez suficiente para perceber como esse caminho de renúncia, ou de renovação, é inevitável.