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Saturday, October 02, 2010

Manuela Ferreira Leite, lembram-se?


Lembram-se dos insultos que o governo lhe fez sempre que alertou para a seriedade da situação económica e financeira? Lembram-se de como no PSD se serviram das suas palavras para a substituirem por alguém mais telegénico? Pois, agora é tarde.

Monday, September 28, 2009

Rescaldo eleitoral (I)

Os grandes derrotados foram aqueles que ainda não perceberam que a política é hoje the ultimate reality show on earth - os barões do PSD. Manuela Ferreira Leite corporizou a derrota de ontem. Como por aqui se escrevia há muito tempo, este não é o tempo certo para o estilo da senhora. É pena!

Monday, September 14, 2009

No rescaldo dos debates

Finda a série de conversas, que de debate de ideias tiveram pouco, a todos aqueles a quem não interessa o foguetório das opiniões de comentadores mais ou menos comprometidos, pouco de substantivo ficou digno de registo. De facto, relembra-se mais o superficial da mensagem dos actores em palco e as imagens que se retêm dos protagonistas desta ocasião, mas, nestes tempos em que o efeito televisivo determina o que existe, ou não existe, talvez seja apenas isso mesmo o que interessa. Tendo, portanto, em conta o "boneco" que a prestação televisiva permitiu a cada um criar, podemos concluir que o maior contributo dos debates para a campanha se ficou por uma maior definição das imagens dos lideres partidários.
Louçã e Jerónimo de Sousa fizeram o seu papel, cada vez mais fanático o primeiro, crescentemente genuíno e confortável nas suas limitações o segundo. Enquanto o BE aspira crescer o suficiente para manter acesa a chama messiânica de Louçã, o PCP luta por não ver cerceada a coerente obediência à sua circunstância. Não parece que possam ser, para já, a alavanca a um PS em queda, mas...
Paulo Portas, apesar de longe das suas melhores prestações televisivas (ou talvez por isso), conseguiu ser o melhor em todos os debates em que participou. Provavelmente não haverá cada vez mais gente a pensar como o CDS, quase de certeza que não irá haver muito mais gente a votar no CDS, mas é inegável que pode agora invocar o mérito de ter apresentado propostas e alternativas em áreas que o tempo demonstrou serem prioridades a que nenhum governo poderá fugir. Conseguiu tornar-se incontornável depois do dia 27?
Manuela Ferreira Leite conseguiu ser melhor do que se esperava, embora se esperasse muito pouco da sua capacidade de "vender" um PSD renovado. Antevia-se mesmo o seu colapso perante a habilidade, a experiência propagandística e a telegenia de Sócrates. Não aconteceu assim. Claro que foi igual a si própria, séria em demasia para estes tempos levezinhos da opção oportunista, assumidamente imperturbável no rumo traçado. No debate com Sócrates foi obrigada a uma atitude que lembra o adulto professor cheio de paciência perante as questões tontas de um aluno medíocre, imagem que não seria decerto a que mais lhe interessava passar, mas convenhamos que, com o seu perfil, não tinha alternativa perante um oponente que, de programa do PSD em punho, ridiculamente teimava em querer saber as razões, não do que nele consta, mas do que dele está ausente. Se a seriedade, a coragem da competência e o desassombro contassem na opção de voto, Ferreira Leite poderia considerar-se vencedora.
José Sócrates perdeu-se de si mesmo, escondido que foi, por inoportuno, o animal feroz e ainda mal adestrado na sua nova persona, misto de herói salvador impoluto, vítima sacrificada a injusto julgamento e simpático vizinho do lado em qualquer bairro suburbano. A verdade é que a sua imagem tresanda já a cadáver político, na boca e no olhar sente-se-lhe a derrota e, como com qualquer animal ferido, sabe-se que o tiro certeiro que o atingiu o matará, já aqui, ou uns tempos mais à frente. A vitória, a sorrir-lhe, será escasso remédio para esta morte anunciada.
Pelo que foram, e, principalmente, pelo que não foram, os debates contarão menos para as opções dos eleitores no dia 27 do que as circunstâncias e as teias de interesses destes. Ficam, sobretudo, para o acervo das televisões e para o currículo das pivots, com nota muito negativa para Judite de Sousa e elevado mérito para Clara de Sousa. C'est la vie!

Friday, August 28, 2009

Compromisso de verdade do PSD (III) - absens heres non erit

Com a educação, o compromisso de verdade do PSD compromete-se muito, mas talvez onde menos se esperaria, e onde talvez lhe seja mais difícil cumprir o prometido.
Tenho cá para mim que, naquela que foi a área mais desastrada, e contestada, do governo de Sócrates, aqueles que esperavam um sinal de esperança no programa eleitoral do PSD terão uma desilusão inicial. De facto, a primeira leitura promete pouco, mas quando se relê percebe-se que, afinal, o compromisso pode ser imenso, e significar a reviravolta necessária.
Esqueça-se a ladaínha esperada sobre a revisão dos estatutos do aluno e da carreira docente; ignore-se a questão do modelo de avaliação dos professores; são questões "fracturantes" e seria suicídio político o programa eleitoral não prever a sua reformulação/substituição/revisão, o que for. Com uma pitada de inteligência e de bom senso, não será difícil remediar os estragos, aproveitando o efeito de que, perante a catástrofe, qualquer pequena cedência/mudança/melhoria soará a vitória para a castigada e vilependiada classe docente, e "respirará" credibilidade para uma opinião pública cansada de guerras e desejosa de retorno à ordem. Estes não são, portanto, os compromissos que farão a diferença.
No que o PSD pode vir fazer a diferença, e aqui se compromete muito, é na promessa de um "progressivo alargamento da liberdade de escolha entre escolas da rede pública", associado à possibilidade de os agrupamentos poderem complementar um currículo mínimo nacional, ambos num quadro de diferentes formas de participação e de uma maior co-responsabilização dos encarregados de educação (chegando o "estímulo" destes ao condicionamento de certos apoios sociais do Estado). Se, a esta nova filosofia, se conseguir associar um investimento sério na disciplina e na ordem escolar, com o prometido reforço da imagem e do papel do professor, poderemos dizer que se começa a desenhar um novo olhar sobre o que a escola deve ser hoje, mas, sobretudo, o que terá de ser amanhã. A escola do futuro passa por aceitar que terá de haver escolas diferentes, com populações escolares diferenciadas, e que a igualdade de oportunidades não se resolve a pazadas de Magalhães.
Resta o óbvio - tudo dependerá de quem forem o(a) ministro(a) e secretários (as) de estado e da capacidade que estes tenham de efectuar a limpeza necessária nos gabinetes pejados de bonzos do eduquês, em que o ME se tornou. Só que essa questão mereceria um outro compromisso COM a verdade, e esse parece-me que nem MFL estará disposta (poderá?) a fazer.

Compromisso de verdade do PSD (II) - do que se diz ao que se faz

Não gostaria de ter que concordar com Marques Mendes nesta questão, mas qualquer programa eleitoral depende de quem venha a concretizá-lo. O compromisso de verdade do PSD não foge à regra. Mais do que aquilo a que nele se compromete o PSD, importaria saber em quem MFL pensa para serem os ministros das diferentes pastas. Assim, é só conversa. Boa conversa, conversa séria, sem dúvida, bem direccionada para as áreas mais castigadas pela desastrosa governação de Sócrates, mas, apesar das boas intenções enunciadas, fica-se por uma inteligente estratégia de ataque aos pontos fracos da actual governação, não inviabilizando a possibilidade de um eventual "casamento" pós-eleitoral com o PS. As coisas são o que são, e ainda não foi desta que se virou a mesa, ou, dizendo de outra forma, que se apresentou um compromisso COM a verdade.

Compromisso de verdade do PSD (I) - e fez-se luz


Manuela Ferreira Leite já marcou pontos, ao pôr o PS a promover a apresentação do compromisso de verdade do PSD. E não é pouca coisa, conseguir ter a bem oleada máquina de propaganda do partido socialista a manter o país suspenso do programa do PSD. O que parecia um erro fatal da senhora, acabou, afinal, por resultar em pleno. MFL sai do despique inteiramente vitoriosa - não cedeu um milímetro no seu timing, teve uma extraordinária atenção dos media e ainda conseguiu demonstrar que, com ela, a pirotecnia do verbo e os efeitos especiais da tecnologia acabaram onde acabam as cascas das laranjas, no lixo. Dada a adequada extensão do programa, e a forma exemplarmente simples como o mesmo foi apresentado, podemos mesmo concluir que, com MFL, podemos sempre esperar o que é relevante, o sumo. Se este será doce ou amargo, isso já é outra coisa.

Monday, August 03, 2009

E num tom professoral...

... os cartazes do PSD dão conselhos à governação. Ao PS? Ao PSD, sem Manuela Ferreira Leite? Se não é este o objectivo, é o que parece, e em política o que parece é. Mas que especialistas de marketing político foram esses que se esqueceram que uma primeira imagem é o que conta? Na organização dos cartazes, a frase: ouvimos os portugueses mal se lê a média distância, pelo que o que primeiro se retém é a mensagem das "gordas", dirigida pela líder do partido a terceiros. Nestes cartazes do PSD, a leitura imediata é a de uma professoral Manuela Ferreira Leite a dar sugestões de governação a outros. O PS decerto que agradece a subliminar mensagem.

Sunday, June 07, 2009

Pois é, eu bem dizia que se acabava a brincadeira...

MFL, ganhando, puxou as orelhas ao embusteiro de S. Bento e disciplinou as traquinices dos eternos sucessores internos. Em Outubro se verá se põe os patins a Sócrates. Vai ser duro, ai vai, mas os números de hoje permitem-nos recomeçar a acreditar na inteligência dos portugueses.

Thursday, January 08, 2009

(De) Bate




A Senhora sacrifica-se a debater, o rapaz não quer.
Sabendo-se que o maroto "papa" entrevistas como um guloso come rebuçados, parece que só podemos admirar a cortesia que o engenheiro de São Bento demonstra pelas dificuldades comunicacionais da senhora da Lapa. É bonito, o respeitinho. Dizem as más línguas que São Caetano deveria agradecer, e aproveitar o tempo para ir treinando. Será?

Saturday, August 16, 2008

Pontal


Não percebo o reboliço criado com a recusa de Manuela Ferreira Leite a comparecer na festa do Pontal. Menos percebo as leituras algo psicanalíticas com que alguns gurus tentam explicar a decisão da senhora. Mas será que ainda custa perceber que MFL pertence a uma estirpe que não alinha naqueles populismos fáceis que os média nos têm feito crer serem a essência e o motor das sociedades modernas?
Porque a coisa pública não é, propriamente, um rodopiante carrossel de momentos televisivos grandiosamente encenados, não seria nada mau que o exemplo de MFL servisse para demonstrar que ainda existe gente assim, e que é necessária, para devolver alguma da credibilidade perdida à actividade política. Só que, vistas as reacções (mesmo descontado o oportunismo político), percebemos que esta lição está ainda fora de tempo. Infelizmente, o tempo lhe dará razão, demasiado tarde.

Friday, July 11, 2008

Já há sumo!


Ainda não é uma laranjada, mas já espicaçou a concorrência. Tanto assim é, que a "multinacional" do Rato já uniu esforços para a campanha de vendas de 2009.