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Wednesday, September 30, 2009

Foi bom, mas durou pouco



Pum, pum, dois submarinos ao fundo!

E agora, o que vai sobrar da estratégia de oposição do CDS?

Monday, September 28, 2009

Rescaldo eleitoral (II)

Apesar do relevante crescimento do BE, apesar da vitória do PS, Paulo Portas é o grande vencedor das legislativas 2009. Para aqueles que apenas encontram justificação para este sucesso do CDS no facto de o estilo "populista" do "Paulinho das feiras" se ajustar, como uma luva, a esta política reality show, é inquestionável que este bom resultado se estrutura mais em torno do excelente trabalho feito na oposição pelo partido contra os desmandos da maioria absoluta asfixiante que Sócrates impôs ao país, do que ao sound bite para as câmaras de televisão. Portas percebeu, cedo e bem, "o que estava a dar", usou as armas que melhor se adequavam, quer à sua queda para a política espectáculo, quer ao contraponto a Sócrates, mas sem nunca descurar um trabalho sério de oposição, apresentando propostas concretas, denunciando os abusos da governação e reclamando-se alternativa à mesma nas políticas que preconizou. Resultou. Agora, há que apurar o estilo, e o método! Na oposição.

Monday, September 14, 2009

No rescaldo dos debates

Finda a série de conversas, que de debate de ideias tiveram pouco, a todos aqueles a quem não interessa o foguetório das opiniões de comentadores mais ou menos comprometidos, pouco de substantivo ficou digno de registo. De facto, relembra-se mais o superficial da mensagem dos actores em palco e as imagens que se retêm dos protagonistas desta ocasião, mas, nestes tempos em que o efeito televisivo determina o que existe, ou não existe, talvez seja apenas isso mesmo o que interessa. Tendo, portanto, em conta o "boneco" que a prestação televisiva permitiu a cada um criar, podemos concluir que o maior contributo dos debates para a campanha se ficou por uma maior definição das imagens dos lideres partidários.
Louçã e Jerónimo de Sousa fizeram o seu papel, cada vez mais fanático o primeiro, crescentemente genuíno e confortável nas suas limitações o segundo. Enquanto o BE aspira crescer o suficiente para manter acesa a chama messiânica de Louçã, o PCP luta por não ver cerceada a coerente obediência à sua circunstância. Não parece que possam ser, para já, a alavanca a um PS em queda, mas...
Paulo Portas, apesar de longe das suas melhores prestações televisivas (ou talvez por isso), conseguiu ser o melhor em todos os debates em que participou. Provavelmente não haverá cada vez mais gente a pensar como o CDS, quase de certeza que não irá haver muito mais gente a votar no CDS, mas é inegável que pode agora invocar o mérito de ter apresentado propostas e alternativas em áreas que o tempo demonstrou serem prioridades a que nenhum governo poderá fugir. Conseguiu tornar-se incontornável depois do dia 27?
Manuela Ferreira Leite conseguiu ser melhor do que se esperava, embora se esperasse muito pouco da sua capacidade de "vender" um PSD renovado. Antevia-se mesmo o seu colapso perante a habilidade, a experiência propagandística e a telegenia de Sócrates. Não aconteceu assim. Claro que foi igual a si própria, séria em demasia para estes tempos levezinhos da opção oportunista, assumidamente imperturbável no rumo traçado. No debate com Sócrates foi obrigada a uma atitude que lembra o adulto professor cheio de paciência perante as questões tontas de um aluno medíocre, imagem que não seria decerto a que mais lhe interessava passar, mas convenhamos que, com o seu perfil, não tinha alternativa perante um oponente que, de programa do PSD em punho, ridiculamente teimava em querer saber as razões, não do que nele consta, mas do que dele está ausente. Se a seriedade, a coragem da competência e o desassombro contassem na opção de voto, Ferreira Leite poderia considerar-se vencedora.
José Sócrates perdeu-se de si mesmo, escondido que foi, por inoportuno, o animal feroz e ainda mal adestrado na sua nova persona, misto de herói salvador impoluto, vítima sacrificada a injusto julgamento e simpático vizinho do lado em qualquer bairro suburbano. A verdade é que a sua imagem tresanda já a cadáver político, na boca e no olhar sente-se-lhe a derrota e, como com qualquer animal ferido, sabe-se que o tiro certeiro que o atingiu o matará, já aqui, ou uns tempos mais à frente. A vitória, a sorrir-lhe, será escasso remédio para esta morte anunciada.
Pelo que foram, e, principalmente, pelo que não foram, os debates contarão menos para as opções dos eleitores no dia 27 do que as circunstâncias e as teias de interesses destes. Ficam, sobretudo, para o acervo das televisões e para o currículo das pivots, com nota muito negativa para Judite de Sousa e elevado mérito para Clara de Sousa. C'est la vie!

Sunday, June 17, 2007

Paulo Portas incomoda muita gente

Mas, pensando bem, porquê?
O senhor é irrequieto, é talentoso, deve ter uma gorda carteira de "podres" das "estrelas" do regime, é, relativamente, imprevisível. Mas, efectivamente, que poder tem ele, para ser preciso agitar fantasmas, de vez em quando? O caso Moderna foi o que se viu, e a montanha pariu um rato. Portas esteve no governo, e no meio da salganhada que foram aqueles governos de coligação, foi do pouco que se aproveitou. Agora, voltou à liderança do CDS e, apesar da invisibilidade de Telmo Correia na corrida à CML, há manobras intimidatórias. Tendo Portas tão pouca capacidade de influenciar a agenda política, e sendo o CDS uma nulidade eleitoral, para quê darem-se a tanto esforço?

Wednesday, May 16, 2007

Se Paulo Portas...

... estivesse verdadeiramente apostado na oposição ao que este governo tem de pior, e uma boa gestão da CML ainda constituísse para ele a prioridade que, no passado, tanto apregoou, apoiaria Helena Roseta. No mínimo, evitava a humilhação por que passa o PSD - ter que apresentar uma candidatura de recurso, perdedora, apenas para evitar a falta de comparência.

Thursday, May 10, 2007

Jogada de antecipação? Inside information?

Não me parece. Portas, o Paulo, é tudo menos ingénuo e sabe bem que Sócrates segura qualquer ministro debaixo de fogo, e que muito menos irá remodelar o governo "por exigência" da oposição. Sabendo ele isso, como se justifica que exija a saída de Manuel Pinho (Economia), Isabel Pires de Lima (Cultura), Jaime Silva (Agricultura), Correia de Campos (Saúde) e Nunes Correia (Ambiente)? Abrir caminho a outra(s) saída(s) menos previsível(eis)? Criar o ruído necessário à fixação do elenco governamental, quando algumas vozes sugerem uma remodelação prévia à Presidência da UE? O contexto do comunicado, com farpas ao PSD, até poderia tomar-se por uma subterrânea coligação de interesses com o PS, não fosse o caso de estar mais de acordo com o tacitismo de Portas pretender segurar um lote de ministros com queda para a asneira, afinal a matéria-prima necessária para colorir a sua oposição.

Friday, April 20, 2007

O regresso


A polémica irá prolongar-se muito para além das directas. E, a prazo, Paulo não obterá mais, ou diferente, do que já teve. É pena que um animal político como ele é, tenha tão fraca capacidade de análise das suas reais possibilidades de influenciar o xadrez político nacional e se dê por satisfeito por conseguir perturbar o governo e fazer uma oposição massacrante.

Monday, March 19, 2007

Imagine


Que este senhor era o presidente do CDS e tinha feito a Ribeiro e Castro o que este fez ontem em Óbidos...! Que escândalo seria!
Nota de roda o pé: a ingenuidade de que Portas dá provas na gestão do seu pretendido regresso à liderança do CDS põe em causa o seu arguto perfil de falcão da política, do qual nem os seus inúmeros inimigos se atreviam a duvidar, até agora. Como é possível ter ele achado que Ribeiro e Castro era um osso fácil de roer? Para já não dizer que dificilmente o poderia considerar uma democrática pessoa de bem!

Monday, March 12, 2007

Óbidos




No próximo Domingo, depois do Conselho Nacional, iremos ver se será Portas, ou Ribeiro e Castro, a empaturrar-se com uns "salvados" do Festival Internacional do Chocolate, que tanto nome tem dado ao município. A possibilidade de adoçar a amargura de uma derrota não deve ter estado ausente da decisão, e como quem decidiu foi Castro...

Tuesday, March 06, 2007

Já me estava esquecendo...

... do frisson que vai ali para as bandas do Largo do Caldas! Bastou Portas vir dizer o que já se esperava, e é vê-los - os jornais enchem-se de notícias e análises; a blogolândia está numa rave; o partido continua isso mesmo, partido; o PSD começa a dar sinais de querer sacudir a ressaca em que está mergulhado; até o PS respirou de alívio, pois já não pode ser acusado de ter eliminado a concorrência na produção de factóides políticos. Uf, finalmente um déjà vu.

Sunday, February 11, 2007