Friday, July 29, 2005

MICRO-CAUSAS:
PODE O GOVERNO SFF COLOCAR EM LINHA OS ESTUDOS SOBRE O AEROPORTO DA OTA PARA QUE NA SOCIEDADE PORTUGUESA SE VALORIZE MAIS A “BUSCA DE SOLUÇÕES” EM DETRIMENTO DA “ESPECULAÇÃO”?
Escreve JPP, no Abrupto: «Sugiro também, para no governo se ouvir melhor, que outros blogues e mesmo os meios de comunicação social possam todos os dias repetir a pergunta, o pedido, até ele ter a única resposta razoável. SFF.»
A causa justifica-se. Responda o Governo, SFF.

The texture of honesty

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Jonna Rae Brinkman

E porque é verão...

... e a «estória» vale a pena, não perder, no Blasfémias, 3 homens no deserto.

«Ver para além da árvore»

Título dos posts 885 e 886, no Bloguítica, a ler.

«Comment on prend place au milieu des génies ?»

Uma leitura apressada do artigo de JPP no Público de ontem (versão papel) deixou-me com uma indefenível sensação de que, insistindo na tónica da estabilidade que Cavaco representaria como presidente, em oposição à instabilidade que traria Mário Soares, Pacheco Pereira poderá estar a passar à margem de algum referencial importante, a ter em conta.
Lido hoje o mesmo artigo no
Abrupto, confirmei que todo ele assenta, de facto, nessa linha de raciocínio. E confirmei-o com um certo pasmo, confesso, porque, ou leio mal (que é o mais provável), ou o que ele quer fazer quando escreve: « Num momento de crise económica e social como o que atravessamos, será sempre avesso a introduzir factores de perturbação, mesmo que não concorde com as políticas do governo socialista» é, no seu afã de justificar a estabilidade, remeter Cavaco a um papel de observador da acção governativa, quando muito de «explicador» encoberto, o que, francamente, não me parece que coincida com o perfil do Professor.
Para não ir mais longe, apenas duas, ou três perplexidades perante o
artigo de JPP: estranho vê-lo ignorar alguns indicadores como a queda do governo e do primeiro-ministro nas sondagens e intenções de voto, num contexto pré-eleitoral que se antecipa difícil para o PS (e Jorge Coelho, à frente da máquina partidária, tudo fará para inverter a tendência – a substituição do Ministro das Finanças não é já exemplo bastante?); estranho que ignore, também, que os estudos de opinião e sondagens (e uns e outros valem o que valem) vêm demonstrando que um dos mais estáveis indicadores obtidos é a avaliação positiva feita pela sociedade portuguesa ao BE e seus líderes, ao PR e, de certa forma ao PCP (pelo que colar Soares a estes não me parece ser elemento dissuasor, antes aglutinador no momento crucial – a eleição); estranho ainda que passe ao largo do clima de contestação social, que tem tendência a subir de tom, parecendo ignorar que uma estratégia que pretenda «vender» um candidato com o argumento da «passividade» deste perante este governo e as suas medidas penalizadoras seja aquela que mais motivará o eleitorado; finalmente, parece esquecer duas minudências – a «aversão» a Cavaco, mesmo dentro do PSD; a capacidade que Mário Soares tem de meter na gaveta as suas mais profundas convicções, quando a oportunidade política assim o recomenda, capacidade amplamente conhecida no seu próprio partido e que não deixa de funcionar como «amortecedor» para o medo que a sua atitude mais recente possa criar nas hostes socialistas.
Acredito que
JPP veja mais longe e melhor do que muitos de nós (do que eu verá, de certeza), mas até os sábios se enganam. E já que trouxe à nossa reflexão a table de sagesse de Victor Segalen, daqui lhe recordo «En l'honneur d'un Sage solitaire», do mesmo autor.

Moi l'Empereur je suis venu. Je salue le Sage qui, soixante-dix années, a retourné et labouré nos Mutations anciennes et levé des savoirs nouveaux.
J'attends du Vieux Père la leçon : et d'abord, s'il a trouvé la Panacée des Immortels ? Comment on prend place au milieu des génies ?
*
Le Sage dit : Faire monter au Ciel le Prince que voici serait un malheur pour l'Empire terrestre.
*
Moi l'Empereur interroge le Solitaire : a-t-il reçu dans sa caverne la visite des trente-six mille Esprits ou seulement de quelques-uns de ces Très-Hauts ?
*
Moi le Solitaire n'aime pas les visiteurs importuns.
*
Moi l'Empereur implore enfin le Sage le pouvoir d'être utile aux hommes : quelque chose pour le bien des hommes !
*
Le Sage dit : Étant sage, je ne me suis jamais occupé des hommes.

Thursday, July 28, 2005

Antologia

This laboring through what is still undone,
as though, legs bound, we hobbled along the way,
is like the akward walking of the swan.

And dying-to let go, no longer feel
the solid ground we stand on every day-
is like anxious letting himself fall

into waters, which receive him gently
and which, as though with reverence and joy,
draw back past him in streams on either side;
while, infinitely silent and aware,
in his full majesty and ever more
indifferent, he condescends to glide.

Rainer Maria Rilke

«A chama é inimiga da asa.»*

De acordo com o Diário Digital:
«Vários funcionários públicos, incluindo dezenas de polícias à paisana, insultaram esta quinta-feira o Governo a partir das galerias da Assembleia da República em protesto contra o congelamento da progressão automática das carreiras na Administração Pública
Ao que consta, Freitas do Amaral terá desabafado que isto não aconteceria se lhes tivessem previamente explicado que esta medida se justifica plenamente como contributo para o investimento do Estado em projectos tão úteis e rentáveis como a OTA e o TGV.
* Victor Hugo