Wednesday, March 02, 2005

Sinal de alarme (IV)

Sinal de alarme (III)

As mulheres portuguesas são parvas.
A conclusão é de
Maria Filomena Mónica. Será que está em boa companhia?

Sinal de alarme (II)

«Um sacerdote católico residente no Seminário da Luz, em Lisboa, publicou hoje um anúncio participando a sua recusa em dar a comunhão aos fiéis que usam contraceptivos, recorrem à reprodução assistida ou aceitam a actual lei sobre o aborto»

Sinal de alarme (I)

O consumo de antidepressivos aumentou 45% nos últimos 5 anos em Portugal.

«Escolher o seu tempo é ganhar tempo»*

Aguiar Branco, um dos apontados para suceder a Santana Lopes à frente do PSD, veio manifestar o seu apoio a Manuela Ferreira Leite, com o que se dá a si mesmo o tempo necessário para aparecer na altura certa. A Senhora, por sua vez, continua quieta e calada, e dizem-nos os go between entre ela e Marques Mendes, que apoia este para presidir ao partido, ou o ex-ministro de Cavaco nunca teria avançado. Apesar de o «caldo» entre ambos já ter estado mais longe de começar a entornar, será bom para o PSD que MFL não ceda a vozes das sereias que apenas buscam a sua própria oportunidade, num futuro de tempo definido.
Não é este o tempo, e o modo, de MFL. Sendo certo que o PSD carece de uma revolução interna, é preciso que essa se faça com as armas adequadas ao combate que tem pela frente, e Mendes é quem está melhor preparado para, saneando o pântano em que este se tornou, utilizar o que resta do «aparelho» laranja, da melhor forma possível. Porque, desiluda-se quem pensa que a limpeza pode ser de imediato tão asséptica, que deixe este depauperado «organismo» totalmente isento dos «germes» que, se lhe corroeram a «alma», são ainda necessários para lhe manterem a «estrutura». Tempo, estratégia, palco e ductilidade são precisos, agora. Marques Mendes é o melhor agente para a regeneração que se impõe. E MFL tem tudo a ganhar, esperando. Ela e o que resta do PSD.

* Francis Bacon

«I saw a beggar, he was leaning on his wooden crutch, he says to me, "Come on now, you must not ask for so much." »*



* Leonard Cohen, Bird on the Wire

Tuesday, March 01, 2005

O padrão recorrente


Escreve FCG, ontem, no Insurgente que: « a mais importante via de solução para o problema da perda de qualidade do ensino público» é a privatização. Vai-se mais longe, e diz-se que a situação mencionada num artigo do Público – um aluno que se recusa a responder a um professor, porque não lhe apetece fazê-lo – não ocorreria numa escola privada. Ora, ambas as conclusões são falsas e precipitadas, por simplistas, e inscrevem-se nas práticas de desconstrução do discurso educativo, que têm sido firmemente prosseguidas no quadro do movimento de pressão conduzido pelo lobby poderosíssimo dos «colégios», que tem conseguido impor-se perante a passividade, quando não a conivência, de responsáveis políticos de todos os quadrantes, iludindo as famílias e a população em geral sobre o mérito e a excelência do ensino privado.
Impõe-se, efectivamente, discutir a Escola, as razões dos seus sucessos e dos seus fracassos, o que pode, e deve, ser preservado e aquilo que urge mudar, radical e rapidamente. Neste debate, a questão da escola privada versus escola pública será apenas um dos itens, e não é, decerto, o essencial. Deixar que o «julgamento» da escola pública do insucesso se faça como contraponto à escola privada da qualidade, serve apenas para salvaguardar interesses dos empresários do ensino privado e nada acrescenta à melhoria do nosso ensino. Muito pelo contrário.


Do idealismo insurgente

O Idealista e O Insurgente nasceram no rescaldo eleitoral e já vale a pena seguir-lhes o entusiasmo dos primeiros passos.