«O Terrorismo de Género tornou-se banal para os meios de comunicação e não pela omissão da brutalidade dos assassinatos.»
«Por meio da morte ou da doença, da pobreza ou da voz do dever, cada um de nós é forçado a aprender que o mundo não foi feito para nós e que, não importa quão belas as coisas que almejamos, o destino pode, não obstante, proibi-las.» Bertrand Russell
Tuesday, January 11, 2005
«To avoid criticism do nothing, say nothing, be nothing.»
A propósito de umas “guerras juvenis” sobre a “democracia” que estará subjacente à possibilidade de se comentar, ou não, nos blogs, recordei esta frase lapidar de Elbert Hubbard.
Efectivamente, depois de algumas acesas discussões com os que são “apenas bloguistas”, com outros “apenas comentaristas” e outros que não são nem uma coisa nem outra, ou são ambas, decidi-me, simplisticamente, sobre o assunto- tudo é aceitável, e “democrático”, e fica bem, desde que faça feliz(es) o(s) seu(s) autor(es).
Viajante de um número significativo dos blogs do meu contentamento, encontro várias modalidades: com, sem, com um (inteligente) meio termo – faz-se uma selecção dos mails recebidos e o autor transcreve o(s) que mais se adequa(m) à “linha editorial” do seu espaço.
À juventude irrequieta, direi que parece ser esta a melhor opção para os muito inseguros, ou para aqueles que têm (ou pretendem vir a ter) nome feito na escrita, na política, em qualquer coisa, atendendo a que nem sempre os comentários são aceitáveis, ou enriquecem o blog, ou espicaçam com pertinência os seus leitores, ou afagam o ego do(s) seu(s) autor(es).
Cá por mim, a quem o espaço de comentários já veio com o “pacote” (ai esta incapacidade tecnológica), a questão não se colocou, nem se evidencia necessidade de se colocar. Pessoalmente, prefiro aqueles blogs que permitem comentários, porque as mais das vezes, sobretudo porque os bons bloguistas se comentam uns aos outros, as picardias e as “bocas” são tão, ou mais, interessantes do que o próprio post. Ao penitenciar-me de um erro - nem sempre resisto a comentar “pesado”, i.e., demasiado longa e seriamente – percebo, contudo, umas das muitas razões por que são tantos os blogs que fecham a porta aos intrusos.
Como em tudo na vida, é também uma questão de inteligência e de aprendizagem – dos que postam e dos que comentam. O tempo, que trará a generalização do uso deste meio, fará o resto.
Efectivamente, depois de algumas acesas discussões com os que são “apenas bloguistas”, com outros “apenas comentaristas” e outros que não são nem uma coisa nem outra, ou são ambas, decidi-me, simplisticamente, sobre o assunto- tudo é aceitável, e “democrático”, e fica bem, desde que faça feliz(es) o(s) seu(s) autor(es).
Viajante de um número significativo dos blogs do meu contentamento, encontro várias modalidades: com, sem, com um (inteligente) meio termo – faz-se uma selecção dos mails recebidos e o autor transcreve o(s) que mais se adequa(m) à “linha editorial” do seu espaço.
À juventude irrequieta, direi que parece ser esta a melhor opção para os muito inseguros, ou para aqueles que têm (ou pretendem vir a ter) nome feito na escrita, na política, em qualquer coisa, atendendo a que nem sempre os comentários são aceitáveis, ou enriquecem o blog, ou espicaçam com pertinência os seus leitores, ou afagam o ego do(s) seu(s) autor(es).
Cá por mim, a quem o espaço de comentários já veio com o “pacote” (ai esta incapacidade tecnológica), a questão não se colocou, nem se evidencia necessidade de se colocar. Pessoalmente, prefiro aqueles blogs que permitem comentários, porque as mais das vezes, sobretudo porque os bons bloguistas se comentam uns aos outros, as picardias e as “bocas” são tão, ou mais, interessantes do que o próprio post. Ao penitenciar-me de um erro - nem sempre resisto a comentar “pesado”, i.e., demasiado longa e seriamente – percebo, contudo, umas das muitas razões por que são tantos os blogs que fecham a porta aos intrusos.
Como em tudo na vida, é também uma questão de inteligência e de aprendizagem – dos que postam e dos que comentam. O tempo, que trará a generalização do uso deste meio, fará o resto.
Santana Lopes e os lobos
Em alguns jornais deste fim-de-semana, semanários incluídos, houve uma curiosa sintonia: chamava-se a atenção, quer para o "azar", quer para a dureza de tratamento a que têm estado sujeitos Santana Lopes e alguns membros do seu governo.
Aos incautos, esses artigos de opinião quase fazem passar esta mensagem: a de um eterno e prometedor (quase messiânico) candidato a líder do PSD que, quando finalmente chega à cadeira do poder, é sacrificado pela cáfila de invejosos e despeitados, a quem a sua poderosa personalidade inspira os mais ultrajantes vexames e as mais vergonhosas traições; invocam-se circunstâncias funestas não imputáveis ao governo e, muito menos, ao político finalmente ao leme, e eis que assim justificam que está a ser criada a conjuntura propícia à eliminação definitiva do Pedro e do Santanismo da vida política nacional.
Claro que nem todos os artigos procuram, genuinamente, passar esta imagem; lidos com atenção, constata-se que, na sua ironia, alguns procuram até o efeito oposto e a evidência do ridículo que é pressupor tal conjuntura. O facto é que, com ironia ou sem ela, a imagem de um Santana qual São Sebastião crivado de setas instala-se, subrepticiamente, e colhe alguma aceitação, tantas e tão frequentes são as situações duvidosas, as trapalhadas absurdas, as contradições ridículas e os abusos impensáveis, de que a comunicação social se teve de fazer eco nestes curtos meses.
E no entanto...
Não vale a pena repetir o exercício de confirmar a existência dos "casos", mesmo só dos conhecidos, um a um, para determinar do azar da personagem. Os "casos" existem, são demasiados aqueles que, infelizmente, lhes sentiram na pele os efeitos. Muito menos se justificaria iniciar uma tese com a análise do tratamento dispensado pela imprensa a Santana, neste seu papel de chefe do executivo.Tem sido branda, ou desatenta, tanto se ficou por escalpelizar e divulgar nos media, como sabe qualquer um medianamente informado.
O que é grave é que se a realidade supera, em muito, o que tem sido divulgado, fica muito aquém da nossa mais vertiginosa imaginação. Há que ter consciência de que temos apenas conhecimento da ponta do iceberg, daquilo que, após muita filtragem, muita peneira, muita pressão indevida, acaba por sair para a opinião pública sobre as actividades dos gabinetes, dos responsáveis governamentais e dos políticos que os acolitam. Sabermos que é assim dá-nos a medida do desastre a que se chegou, entregues que estamos a quem sofre de algo pior do que o amadorismo: uma incompetência total, aliada a uma absoluta ausência de inteligência e a uma despudorada falta de escrúpulos. É por isto que, nem a brincar, se deve admitir a lavagem da acção governativa de Santana Lopes, como parece estar já a ser tentada.
Aos incautos, esses artigos de opinião quase fazem passar esta mensagem: a de um eterno e prometedor (quase messiânico) candidato a líder do PSD que, quando finalmente chega à cadeira do poder, é sacrificado pela cáfila de invejosos e despeitados, a quem a sua poderosa personalidade inspira os mais ultrajantes vexames e as mais vergonhosas traições; invocam-se circunstâncias funestas não imputáveis ao governo e, muito menos, ao político finalmente ao leme, e eis que assim justificam que está a ser criada a conjuntura propícia à eliminação definitiva do Pedro e do Santanismo da vida política nacional.
Claro que nem todos os artigos procuram, genuinamente, passar esta imagem; lidos com atenção, constata-se que, na sua ironia, alguns procuram até o efeito oposto e a evidência do ridículo que é pressupor tal conjuntura. O facto é que, com ironia ou sem ela, a imagem de um Santana qual São Sebastião crivado de setas instala-se, subrepticiamente, e colhe alguma aceitação, tantas e tão frequentes são as situações duvidosas, as trapalhadas absurdas, as contradições ridículas e os abusos impensáveis, de que a comunicação social se teve de fazer eco nestes curtos meses.
E no entanto...
Não vale a pena repetir o exercício de confirmar a existência dos "casos", mesmo só dos conhecidos, um a um, para determinar do azar da personagem. Os "casos" existem, são demasiados aqueles que, infelizmente, lhes sentiram na pele os efeitos. Muito menos se justificaria iniciar uma tese com a análise do tratamento dispensado pela imprensa a Santana, neste seu papel de chefe do executivo.Tem sido branda, ou desatenta, tanto se ficou por escalpelizar e divulgar nos media, como sabe qualquer um medianamente informado.
O que é grave é que se a realidade supera, em muito, o que tem sido divulgado, fica muito aquém da nossa mais vertiginosa imaginação. Há que ter consciência de que temos apenas conhecimento da ponta do iceberg, daquilo que, após muita filtragem, muita peneira, muita pressão indevida, acaba por sair para a opinião pública sobre as actividades dos gabinetes, dos responsáveis governamentais e dos políticos que os acolitam. Sabermos que é assim dá-nos a medida do desastre a que se chegou, entregues que estamos a quem sofre de algo pior do que o amadorismo: uma incompetência total, aliada a uma absoluta ausência de inteligência e a uma despudorada falta de escrúpulos. É por isto que, nem a brincar, se deve admitir a lavagem da acção governativa de Santana Lopes, como parece estar já a ser tentada.
Monday, January 10, 2005
Caldeirada à moda de Coimbra
No seu artigo de hoje, Graça Franco refere-se, com graça e muita oportunidade, ao custo por aluno no ensino público, segundo dados avançados pelo Governo:4200 euros. Ela própria se refere ao montante como surpreendente, e é-o. Primeiro, porque esse valor exacto nunca tinha sido determinado sem margem para dúvidas, nem era do conhecimento dos próprios serviços do Ministério ( para já não falar de que à volta desse desconhecimento circulavam algumas das piadas mais saborosas do ME) ; depois, porque o custo por aluno varia consoante os níveis de ensino, e todos os valores de referência que se conheciam, até há muito pouco tempo, eram significativamente inferiores ao agora revelado.
O que levaria o Governo a avançar tão diligentemente com esta prestimosa e surpreendente informação?
O artigo acaba por dar a resposta.
Com tão relevante informação, podem os colégios com contrato de associação berrar que estão a ser mal pagos e exigir uma actualização do financiamento que estão a receber do Estado; podem os interessados (e são tantos!) defender que o Estado poupa se reconhecer, de uma vez por todas, o direito de aprender e de ensinar, leia-se, se der 4200 euros a cada família e a deixar escolher a escola (privada, claro!) em que quer colocar as suas crianças, libertando uns quantos empresários do ensino privado do pesadelo de assegurar a sobrevivência dos seus estabelecimentos.
Não foi em vão que os interesses das escolas privadas conseguiram instalar-se no Ministério da Educação, com esta equipa governativa. Em pouco tempo conseguiram o que se propunham: fazer os jeitos aos amigos todos. Nem que para isso tivesse sido preciso colocar sete mil professores a mais no sistema!
O que levaria o Governo a avançar tão diligentemente com esta prestimosa e surpreendente informação?
O artigo acaba por dar a resposta.
Com tão relevante informação, podem os colégios com contrato de associação berrar que estão a ser mal pagos e exigir uma actualização do financiamento que estão a receber do Estado; podem os interessados (e são tantos!) defender que o Estado poupa se reconhecer, de uma vez por todas, o direito de aprender e de ensinar, leia-se, se der 4200 euros a cada família e a deixar escolher a escola (privada, claro!) em que quer colocar as suas crianças, libertando uns quantos empresários do ensino privado do pesadelo de assegurar a sobrevivência dos seus estabelecimentos.
Não foi em vão que os interesses das escolas privadas conseguiram instalar-se no Ministério da Educação, com esta equipa governativa. Em pouco tempo conseguiram o que se propunham: fazer os jeitos aos amigos todos. Nem que para isso tivesse sido preciso colocar sete mil professores a mais no sistema!
Sunday, November 28, 2004
Ao meu querido amigo Anthrax
Por vezes, um simples
"Cucuuuuuuuu!!!! Crackzinhoooooo!!!!WHERE ARE YOU????? Ó Crack!! CRACKIIIIIIII!!!!"
salva-nos a vida! E relembra-nos das pequenas coisas que são verdadeiramente importantes nesta vida.
Cucuuuuuuuu!!!! Anthraxzinhoooooo!!!!HERE I AM!!!!!!!! Ó ANTHRAX!! Let's roll together again!!!!
"Cucuuuuuuuu!!!! Crackzinhoooooo!!!!WHERE ARE YOU????? Ó Crack!! CRACKIIIIIIII!!!!"
salva-nos a vida! E relembra-nos das pequenas coisas que são verdadeiramente importantes nesta vida.
Cucuuuuuuuu!!!! Anthraxzinhoooooo!!!!HERE I AM!!!!!!!! Ó ANTHRAX!! Let's roll together again!!!!
Saturday, November 06, 2004
Saturday, September 25, 2004
Champagne Moutard-Diligent
«Podrá nublarse el sol eternamente
Podrá secarse en un instante el mar
Podrá romperse el eje de la tierra como un débil cristal
Todo sucederá!
Podrá la muerte cubrirme con su funebre crespón
Pero jamás en mi podrá apagarse la llama de tu amor»
Podrá secarse en un instante el mar
Podrá romperse el eje de la tierra como un débil cristal
Todo sucederá!
Podrá la muerte cubrirme con su funebre crespón
Pero jamás en mi podrá apagarse la llama de tu amor»
Wednesday, September 22, 2004
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