Wednesday, June 30, 2004

GANHÁMOS!

Parabéns selecção!

A dor ...

...de cotovelo de Soares. E não só. É vê-los e ouvi-los. Até dá dó.

Pedro e o Lobo

Esta conversa sobre o Pedrito faz-me lembrar aqueles cocktails muito frescos, leves e borbulhantes, que os incautos emborcam deliciados, mas que quase os deixam em coma alcoólico, sem terem tido sequer tempo de perceber no que se metiam.
O homem é o que é, a sua vida um livro (para adultos) aberto, recheado de cinhas e jardins proibidos, com um passado de arremetidas políticas, mais ou menos consistentes, mas algo não podemos negar – é um Político (talvez o único, depois de Mário Soares – ai, João, que tanto tu querias ser assim!).
Nasceram-lhe os dentes e as garras na quadrilhice partidária, afiou a língua em milhares de debates truculentos, modelou a pose e o gesto em inúmeras e solitárias batalhas partidárias, refinou-se na antecâmara de cobiçados lugares, em suma, passou os últimos trinta anos na ribalta, observando, aprendendo, jogando, sobrevivendo. Fez-se, sem dúvida, o mais equipado político dos políticos portugueses da nova geração. Capaz de, em tiradas de estilo, alcançar o que à partida, todos assumem como inalcançável.
Balofo? Há quem o diga! Incompetente? E quem lhe conhece os objectivos, para saber se os alcançou, ou não? Não ganhou nunca um Congresso do PSD. Não mesmo? Veja-se o xadrez do partido após o último congresso e diga-se, com rigor, a quem o PSD está entregue. Estratégia da aranha? Talvez, mas isso não contradiz o perfil do rapaz? Ou não será este tão irreflectido como faz crer?
Os barões do partido não consideram compatível (por conveniência própria?) sentido de estado com frontalidade, irreverência com determinação política. Sobram os interesses pessoais colocados acima dos do partido, de que tanto o acusam. Esquecem-se os barões de que só não fazem o mesmo porque não podem, ou fazem-no à sua medida, e não se nota!
Se o Pedrito não fosse tão perigoso para os anseios da esquerda, não estariam tantos tão preocupados em exigir as eleições que vamos ter.
Só é pena que assim nunca fiquemos a saber se ele dava cabo disto tudo, ou não. Talvez desse, efectivamente, mas não sendo ele será, como sabemos, esta triste esquerda a que temos direito.

Monday, June 28, 2004

Entrando na dança...

A música é pimba, mas o povoléu agita a bunda, esfalfa-se em passos e contrapassos, confiante que do seu volteio dependerá o sucesso da romaria. Será?
Siga o baile, bailadores à pista!

Saturday, June 26, 2004

Retratos de família

O tio Eduardo, de semelhança gemelar com o seu grande amigo Eça, talvez por isso cultivou na família o estatuto de intelectual sofredor e bafiento. Com Eça subia o Chiado, à sombra deste cortejava mundanas e roliças mulheres casadas, estroinava em bebedeiras monumentais. Noites de copos e mulheres arruinaram-lhe os pulmões (chic, tossicava para lenços femininos), boa parte da fortuna do pai e (quase toda) da mulher. O menino escrevia, era jornalista; coitado, em vida nunca deu à estampa «obra» e o jornal, a pedido de amigos da família, emprestava-lhe uma mesa para escrevinhar perfumados bilhetes às amantes. Morreu novo, do coração. No escritório ficaram rolos de escritos pueris, que andaram anos pelas arcas da família, até que Otelinda, a criada da quinta, em dia de limpeza geral lhes deu sumiço. Deixou viúva nova, que num casamento feliz esqueceu depressa o presumível inspirador de uma qualquer personagem queirosiana, e a prima Alice, querubim loiro e angélico com lugar próprio na história da família.
Da vitória de Portugal rezam as gargantas roucas, os ritmos cardíacos não totalmente refeitos, o contentamento maior, porque surpreso.
Para o próximo jogo, suspende-se a respiração, fazem-se figas, ou apoiam-se no terceiro F, talvez nem só os que têm o dom da fé.
A maior satisfação deste europeu - os franceses comeram a relva que a Grécia lhes serviu.

Friday, June 25, 2004

E eis que assim se desvenda o mistério da mulas sem cabeça!

Monday, June 21, 2004

Frase do rescaldo

Alguém disse num dos canais de televisão, a propósito da vitória de Portugal, que a mesma se devia ao facto de Scolari ter ouvido a vontade do povo e ter mexido na equipa, em conformidade.
Ingénua, ou não, a frase permite a extrapolação política a quem a queira fazer - imagine-se o contentamento de Ferro Rodrigues e a dor de cabeça de Durão Barroso (para a qual não há «aspirina» possível, segundo VPC).